segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Fábrica da Volkswagen 60 anos de inovação


Conheça um pouco da história de uma das fabricantes de carros que mudaram a história do país e do Mundo


Seis décadas após ter se instalado no país, a VW do Brasil se tornou uma peça fundamental da estratégia do Grupo Volkswagen de se tornar o maior fabricante de veículos do mundo em 2018.



A história da Volkswagen no Brasil já começou com um grande sucesso: os 30 primeiros Fuscas que chegaram ao porto de Santos, em setembro de 1950, logo foram comercializados – e pelo triplo do preço de avaliação. O modelo importado era o "Brezel" ou "Split Window", com vidro traseiro dividido.



Três anos mais tarde, em 23 de março de 1953, a Volkswagen do Brasil se instalava, com apenas 12 funcionários, num pequeno armazém alugado no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Dali saíram, de 1953 a 1957, os primeiros Fuscas e Kombis com peças importadas da Alemanha, que foram aos poucos substituídas por componentes nacionais.


Após 60 anos de atividades no País, a marca já produziu mais de 20 milhões de veículos no Brasil e não deixa de colecionar superlativos: maior fabricante de veículos do país, maior exportadora do setor automotivo, sendo também a marca de veículos mais lembrada pelo público em geral.

Segundo a VW do Brasil, no entanto, a sua história no país teve início já em 1949, quando pesquisas realizadas no mercado latino-americano apontaram o Brasil como "local mais adequado para receber a primeira fábrica da marca fora da Alemanha."

Política de nacionalização
Desde a década de 1920, a importação de automóveis era uma rotina bastante conhecida. Em 1919, a Ford do Brasil iniciou a montagem do Ford "T" em São Paulo. Em 1925, a General Motors passou a fazer o mesmo. No início da Segunda Guerra Mundial, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Detran), o Brasil possuía ao todo cerca de 250 mil veículos – entre importados e montados no Brasil.

Mas, durante a guerra, esses automóveis ficaram sem peças de reposição. Entre 1939 a 1945, surgiram então pequenas oficinas que, aos poucos, se transformaram em fábricas. No fim da guerra, o Brasil já possuía um modesto parque industrial de autopeças. Mas quando a importação foi normalizada, no início da década de 1950, a fome por veículos passou a ser uma ameaça à balança comercial do país. Nos primeiros anos da década de 1950, o país importava 100 mil veículos por ano, além das autopeças.

Em 1951, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a importação de veículos representava 15,1% dos 1,1 bilhão de dólares que o país gastava no mercado externo. Foi aí que a ideia de montar um parque industrial automobilístico brasileiro tornou-se mais concreta. Seguindo a política de nacionalização, o então presidente Getúlio Vargas limitou a importação de autopeças em agosto de 1952. Em março do ano seguinte, foi proibida a entrada de veículos inteiros.

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